ESCOLA INDÍGENA GUARANI

PROPOSTA POLÍTICO PEDAGÓGICA

ÍNDICE:

1 - Introdução
2 - Oguata Porã - Uma breve História da Escola Indígena
3 - O Reko ete
4 - Estratégias Metodológicas
5 - Os Componentes Curriculares
6 - A Organização da Escola Indígena Guarani Tekoa Añetete
7- A Organização da Escola Indígena Guarani de Ocoy

1 - INTRODUÇÃO

A Proposta Político Pedagógica que aqui se apresenta é fruto da discussão entre os professores e lideranças Guarani das comunidades de Tekoa Añetete (município de Diamante do Oeste) e Ocoy (município de São Miguel do Iguaçu) juntamente com a assessoria pedagógica dos professores Paulo Porto e Ilda Perrucini do Departamento de Educação da UNIPAR/PR.

Na elaboração deste trabalho foram utilizadas diversas fontes de consulta, como os Referenciais Curriculares Nacionais para as Escolas Indígenas, editado pelo MEC, e, outras experiências escolares indígenas, em especial, a proposta curricular da Escola Indígena Guarani Kyringue Yvotyty da comunidade de Brakuí, em Angra dos Reis/RJ, formulada pelo pedagogo Domingos Barros Nobre e comunidade de Brakuí.

A concepção da autonomia escolar nas áreas tanto administrativa como pedagógica que se encontra presente em todo o texto, é pautada nas orientações do MEC á respeito da necessidade de construir experiências autônomas e caracterizadas pelo respeito a tradição e costumes das comunidades indígenas, que devem ser comunitárias, interculturais, bilíngües e específicas (entendendo específica em sua plenitude, inclusive administrativamente). Segundo o MEC, são características de uma escola indígena:

 

"Características da Escola Indígena

1.1 Comunitária

Porque conduzida pela comunidade indígena, de acordo com seus projetos, suas concepções e seus princípios. Isto se refere tanto ao currículo quando aos modos de administrá-la. Inclui liberdade de decisão quanto ao calendário escolar, á pedagogia, aos objetivos, aos espaços e momentos utilizados para a educação escolarizada.

1.2 Intercultural

Porque deve reconhecer e manter a diversidade cultural e lingüistica; promover uma situação de comunicação entre experiências socioculturais, lingüisticas e históricas diferentes, não considerando uma cultura superior à outra; estimular o entendimento e o respeito entre seres humanos de identidade étnicas diferentes, ainda que se reconheça que tais relações vêm ocorrendo historicamente em contextos de desigualdade social e política.

1.3 Bilíngüe/multilíngue

Porque as tradições culturais, os conhecimentos acumulados, a educação das gerações mais novas, as crenças, o pensamento e a prática religiosos, as representações simbólicas, a organização política, os projetos de futuro, enfim, a reprodução sociocultural das sociedades indígenas são, na maioria dos casos, manifestações através do uso de mais de uma língua. Mesmo os povos indígenas que são hoje monolíngues em língua portuguesa continuam a usar a língua de seus ancestrais como um símbolo poderoso por aonde confluem muitos de seus traços identificatórios, constituindo, assim, um quadro de bilinguismo simbólico importante.

1.4 Específica e diferenciada

Porque concebida e planejada como reflexo de aspirações particulares de cada povo indígena e com autonomia em relação a determinados aspectos que regem o funcionamento e orientação da escola não-índigena."

 

Também é importante salientar que esta proposta está de acordo com as proposição da Nemboty Guasu Guarani, entidade nacional Guarani do povo Guarani que em IV Assembléia afirmou em relação às escolas Guarani:

 

"a) a educação deverá ser bilíngüe e a alfabetização em Guarani;

b) a escola deve ser diferente da oficial; os professores devem ser guarani e devem respeitar os costumes e tradições do povo Guarani;

c) todas as decisões de como deve funcionar a escola terão de ser discutidas com as comunidades;

d) a escola deverá ensinar a história do povo Guarani para as crianças para garantir a continuidade da cultura guarani,

e) é importante conhecer o mundo do povo branco para que não sejamos prejudicados e enganados, para melhor lutar, saber negociar, exigir direitos etc;

f) ter troca de experiências entre as várias escolas guarani, com o objetivo de ter uma escola guarani unificada;

g) Que as escolas guarani sejam reconhecidas oficialmente."

 

E, mais adiante, esta mesma resolução avança na discussão de "como" essa pretensa escola deveria ser estruturada, debatendo sobre qual a metodologia indicada em sua construção. Afirmando os seguintes pontos:

 

"1. as comunidades devem escolher os professores, fazer planejamento e discutir a formação de professores;

2. juntar os mais velhos com os professores, pais e mães para discutir qual o sistema que se vai usar na escola;

3. explicar bem para a liderança e a comunidade o que é educação diferenciada;

4. a comunidade escolhe duas pessoas para serem professores. Quando escolhidas elas devem fazer um levantamento daqueles que vão estudar na escola;

5. as lideranças e as comunidades devem incentivar os professores, se responsabilizar e mostrar seu empenho para com os professores escolhidos pela comunidade;

6. os professores têm que ter mais contato com o cacique e o cacique com a comunidade para conquistar os pais das crianças;

7. o professor tem que se esforçar, mostrar interesse pelo aluno que falta na aula;

8. criar uma comissão de professores guarani para discutir as formas de trabalho dos professores. Exemplo: discutir cartilhas, letras etc.;

9. a assessoria deve ajudar nas discussões nas comunidades e nos órgãos oficiais para que estes assumam a educação indígena."

 

Nesse sentido, é de suma importância destacar que este Projeto Político Pedagógico que aqui se apresenta é pautado nos pressupostos do Ministério da Educação e na vontade do povo Guarani em possuir uma escola diferenciada e específica.

No mais, também deve-se destacar que a concepção de currículo que permeia esta proposta: é o conjunto de práticas sócio-culturais que permeiam a existência da escola e nas quais ela se insere. O currículo é portanto, causa/consequência dessas práticas sócio-culturais. Neste sentido ele é histórico, transformando-se junto com a dinâmica social da comunidade.

 

2 - Oguata Porã - A Gênese Guarani

Essa história foi Davi Guarani quem contou:

"Esse mundo não durará muito tempo. Meus filhos que vão estar no mundo vão ter que se separar. O mundo é muito grande. Por isso vão se separar em, mais ou menos, três famílias, e deverão caminhar (oguata) Então, do começo do mundo (yvy apy) vieram andando, procurando seus lugares, seus verdadeiros lugares. Vieram do começo do mundo e andaram pela beirada do oceano (yy ee remberupi meme) para encontrar o fim do mundo (yvy apy).

Eles andaram sobre as águas e ficaram no meio das águas (yy pau rupi), nas ilhas (parakupe). Eles andaram para o bem. E se separaram, cada um com suas companheiras, cada um com suas famílias.

Eles andaram e atravessaram as águas, parando sempre no meio do oceano. Então deixaram as ilhas para nós, filhos caçula (‘ay apyre), para vivermos nesses lugares.

Quando eles vieram, eles passaram onde hoje se chama Argentina, Uruguai e Paraguai. Depois vieram para esse mundo (Brasil). Então vieram para este meio do mundo (yvy mbytere). Então começou a caminhada para a beirada do oceano. E foram fundando vários lugares para depois "serem cidades" (tetã). Passaram em Kuriyty (Curitiba) e pararam algum tempo. Ali se separaram. Alguns desceram pelo mato, em direção ao mar, à procura de seu lugar. E encontraram Opavãpy ou Iparavãpy (Paranaguá). E, de novo, se separaram naquele lugar.

E de lá foram para as ilhas (yva pau = espaço no céu, ou yy pau = espaço entre as águas), no meio do oceano.

Quando nossos irmãos mais velhos (Nhanderykey) se separaram em Opavãpy, cada grupo se repartiu entre as ilhas. Alguns foram para Jakutinga (Ilha da Cotinga), alguns foram para Eiretã (Ilha do Mel), algumas famílias foram para Piragui (Superagui), para todas as ilhas. Alguns daqueles que se separaram em Kuriyty desceram também até a beirada do oceano. Então pararam de novo num lugar onde encontraram uma fonte d’água, boa de beber, num lugar muito limpo, Oyguarã (Iguape). Então, limparam ainda mais o lugar dessa água e lá ficaram muito tempo. Passou muito tempo, as crianças já ficaram como os adultos. As meninas ficaram adultas. Os meninos ficaram como os adultos, pois eles já sabiam todos os acontecimentos. Então, eles seguiram o mesmo caminho de seus antepassados (ijaguyjevy), daqueles que tinham a plenitude, daqueles que alcançaram yvyju porã, a terra perfeita.

Então, alguns subiram pelas montanhas. Eles vieram pelas montanhas. No alto das montanhas eles paravam. Paravam nos lugares planos onde poderiam ficar por algum tempo (yvy vau rupi opyta pyta aguéma).

Nós, todos nós desde antigamente, "andamos para o bem" ( oguata porã), iluminados por Nhanderu. E, antigamente, Nhanderykey ( nossos irmãos mais velhos) não tiveram dificuldades. Não havia fome, nem doenças, antigamente. Estavam em plenitude (aguyje) e não sentiam nenhum mal em seus corpos, pois só seguiam os ensinamentos de Nhanderu. Pois não comiam as coisas deste mundo, não comiam sal. Eles comiam milho, Kaguyjy (chicha de milho). Todos os nossos antigos avós, nossos avós, nossos avós antigos paravam onde o lugar era nosso, nhanderekoa. Onde eles chegavam, onde recebiam a iluminação ficavam o tempo certo para produzirem seus alimentos.

Nossos avós descobriram esses lugares, pois eles andavam pelo mundo, pela beirada do oceano.

Mas eles andavam por si mesmos. Eles andavam pela iluminação de Nhanderu (omoixakã). Eles vieram do começo do mundo. Nhanderu deu a iluminação e falou para eles cumprirem os seus ensinamentos. E eles cumpriram o que Nhanderu falou. E em cada lugar que paravam eles deram um nome.

Depois, alguns dos nossos antigos avós andaram para outro lugar. Então, chegaram num lugar onde encontraram um pássaro marrom, Biguarãpy (Biguá). Lá pararam mais ou menos três anos e saíram todos por cima dos morros, procurando novos lugares, guiados pela iluminação. E onde não dava, onde a terra não dava para eles ficarem (não era boa para as plantações), saíam todos para lugares melhores. E alcançaram a terra onde tem muitas pedras Itarentapy ou Itaryryi (Itariri). E lá pararam. E lá se separaram de novo. E aqueles que andaram, chegaram num lugar onde disseram: vamos subir as pedras, Itanhae, (Itanhaém). E ali eles ficaram. E dali muitos alcançaram o seu destino, yvyjuporã (terra perfeita). E eles, de novo, se separaram, e muitos entraram pelos matos.

Onde eles paravam, as crianças já ficavam adultas, os meninos já sabiam tudo, então eles de novo andavam. Das pedras onde eles estavam (Itanhaém), eles saíram de novo e continuaram seguindo à beira do oceano. Então, eles chegaram no lugar que agora já é chamado pelos brancos de Santos. Eles não pararam por lá, passaram (alguns lugares eles só paravam para descansar). Onde eles foram parar mesmo, chamaram o lugar de Para (Parati), e mais para dentro do mato chamaram Para Miri (Parati Mirim). Nesse lugar verdadeiro existem as criações de Nhanderu (Nhanderu mymbai).

Pois em Para Miri, onde eles pararam, as meninas e os meninos já ficaram como adultos. Alguns voltaram para trás para encontrar seus próprios parentes "mais fracos" que ficaram para trás, também à procura de seus lugares. E os que voltaram para trás, se encontraram no lugar onde deixaram seus próprios parentes, reunindo-se com eles e entrando pelos matos. Alguns faleceram no lugar onde pararam. Alguns atravessaram o oceano. Os que voltaram para trás foram dando nomes a todas as "coisas" e animais. E em cada lugar que passavam, davam o nome dos bichos e das coisas que haviam no lugar. Onde eles viram Yguaxu (Ubatuba) deram esse nome à cidade (tetã) que depois vai ser chamada pelos brancos de Ubatuba. Depois eles se separaram, indo mais para dentro do mato. Alguns continuaram. Onde eles viram uma cobra enorme que sempre ficava num buraco no meio do caminho onde eles passavam, eles deram o nome de Mboikua (Boiçucanga). E alguns que foram para os matos procurando outros lugares, encontraram seus verdadeiros lugares.

Aqueles que saíram de Para Miri (Parati Mirim) seguiram para frente e chegaram em Tangara (Angra dos Reis). Nesse lugar, Tangara amba, existia muitos desses passarinhos. Então, quando Ijaguyje ("aqueles que estavam em plenitude") chegaram nesse lugar, conheceram mais um lugar para seus filhos caçulas (Itatinga). E os mais velhos atravessaram o oceano. E os que ficavam, sempre tinham yvyraija (líder espiritual que dirige o grupo, "o dono da varinha") que ordenava a caminhada pela beira do oceano. Deixaram Tangara, que vai ser chamada pelos brancos da Angra dos Reis. Então, depois de muito tempo ali, seguiram o seu caminho e foram até o lugar chamado Yvy Apy (extremidade do mundo), (Ara Kruxu - Aracruz, ES), onde pararam. Desse lugar não puderam mais prosseguir. De lá, só seguiram aqueles que atravessaram o oceano (yy ee) e atingiram yvyjuporã. Os que ficaram guardaram o lugar para nós, seus filhos caçulas.

Antigamente, Nhanderu ete, o pai verdadeiro, disse: - ‘A terra é para todos, nenhum de vocês deve ter ciúme da terra’".

3 - O REKO ETE

A Escola Indígena Guarani parte necessariamente da cosmovisão guarani para pensar que tipo de pessoa querem ajudar a formar. Os guarani consideram o reko ete como eixo central de sua educação, devendo, portanto estar presente na Escola. Apontam como característica desse jeito de ser o envolvimento "em todas as questões internas da comunidade indígena" Acham que: "a pessoa tem que estar bem por dentro de como a sociedade indígena pode trabalhar."

Segundo a comunidade Guarani e suas lideranças tradicionais, a escola deve ser apenas "um galho da cultura guarani", cuja raiz se encontra na opy guasu de onde emana toda sabedoria, todo reko ete. Devido á isso, o papel do Conselho dos Velhos, o Ijeyvateve Kuery, é de fundamental importância para o bom andamento pedagógico e administrativo da instituição escolar. Segundo os mais velhos: "Tem que ser um conselheiro. Dar conselhos para as crianças dentro e fora da Escola. As crianças quando se formarem devem trabalhar para a comunidade." Pois "as lideranças nos ensinaram que as crianças devem crescer com sabedoria. Há dois tipos de sabedoria: Sabedoria adquirida, pela formação, pelo estudo, pela ajuda de outros professores. Sabedoria da religião - os caciques têm sabedoria que a gente não vê. Não é qualquer um que aprende." Aqui apresenta-se já alguns eixos centrais da educação guarani: o Nhanderu Rekó - O jeito de Deus ser e a Comunidade.

Desenvolvendo o reko ete os guarani estabelecem as qualidades que um bom guarani índio deve necessariamente possuir: boa comunicação com a comunidade (oralidade), participar ativamente das atividades da comunidade, em especial da casa de reza, respeitar os mais velhos e seus conselhos, respeitar as palavras sagradas guarani, e traduzi-las em seu dia-a-dia, respeitar sua família (não trocar de mulher), não mentir, não discutir alto, não brigar na comunidade e, não ser viciado nos vícios não-índios, como bebida alcoólica e bailes. Além de, no caso do professor, escrever e ler com facilidade.

A Escola preconiza um projeto em relação ao guarani que se deve construir visando uma sociedade na qual as decisões sejam coletivas e da maioria, e a economia seja a de reciprocidade. Uma sociedade essencialmente comunitária e avessa as diferenças sociais do capital. Esta Escola também deve possuir e promover um diálogo fecundo com a cultura não-índia, como conhecimentos formais nas diversas áreas de História, Geografia, Ciências, Matemática e Lingüística.

 

4 - ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS

As estratégias metodológicas da Escola Guarani de Ocoy/Tekoa Añetete serão construídos e baseados no reko ete guarani, em especial, pautados na oralidade e linguagem guarani.

"A oralidade tem uma presença cultural muito forte na educação guarani, assim como o papel social dos mais velhos, enquanto conselheiros, enquanto educadores. Isto tem sido apropriado/transformado pela Escola e faz parte do currículo que se constrói".

As atividades sociais da aldeia estão presentes de maneira muito forte na Escola e as crianças participam das reuniões da comunidade, dos mutirões, das assembléias, etc. refletindo uma perspectiva metodológica de educação que respeita e aproveita a vida comunitária como instrumento pedagógico. (...)

Os mais novos aprendem com os mais velhos. Isso os guarani sabem muito bem: "Meu pai era cacique, ele ensinava na aldeia - naquele tempo quase não via-se um branco. Então nós vivia assim no meio da mata. Meu pai ensinava a fazer armadilha pra pegar bicho, como é que faz... ...Porque antigamente tinha professor já cedo que ensinava tudo: caçar, ponhar armadilha... ...Agora tem que estudar, escrever bem e falar bem português."(Cacique João – Aldeia de Brakuí)"


5 - COMPONENTES CURRICULARES:

1o Ciclo (6 a 8 anos)

Objetivos:

Alfabetização Guarani (língua materna)
  • Nomear corretamente as coisas do mundo
  • Desenvolver operações de classificação

  • Trabalhar com adivinhações
  • Conhecer a sua aldeia e as outras
  • Desenhar
  • Conhecer a alimentação e os cuidados com a saúde

  • Conhecer os remédios naturais

  • Trabalhar com dança e música

  • Introduzir o sistema numérico guarani

  • Trabalhar noções de tempo e espaço

  • Conhecer os animais, plantas e o corpo humano

  • Trabalhar com artesanato (madeira, bambu, cipó, coqueiro, penas de pássaro, ossos de animais)

  • Caçar e pescar

  •  

    2o Ciclo (9 a 11 anos)

    Objetivos:

    • Desenvolver a linguagem escrita Guarani: trabalhar com confecção e leitura de textos

    • Ler histórias

    • Linguagem escrita:

    • Construir frases em guarani

    • Ampliar o conhecimento do alfabeto guarani

    • Ampliar o conhecimento do vocabulário guarani

    • Estudar as regras de ortografia e pontuação

    • Produzir pequenos textos

     Matemática:

    • Introduzir as operações fundamentais da adição, subtração, divisão e multiplicação

    • Introduzir o sistema monetário

    • Introduzir o número decimal

    • Introduzir o número fracionário

    • Trabalhar o sistema numérico decimal

    • Trabalhar as unidades de medida: Distância (metro) - Área (hectare) - Peso (quilograma) - Capacidade (litro)

    • Introduzir a geometria (figura geométrica e proporção)

    Ciências:

    • Conhecer os alimentos (propriedades dos alimentos, cuidados)

    • Estudar o corpo humano (higiene corporal, classificação das partes e funções)

    • Estudar os fenômenos da natureza

    • Desenvolver as noções de tempo e espaço

    • Estudar a classificação dos animais

     História / Geografia

    • Conhecer a área em torno da aldeia Tekoa Añetete

    • Conhecer as moradias da aldeia

    • Conhecer o funcionamento da cidade

    • Conhecer a história do povo guarani

    • A origem

    • O percurso

    • As lutas do povo da aldeia (Posto de Saúde, Escola, a demarcação, os açudes, a formação de professores índios, a e organização social da comunidade

    • Conhecer o Estado do Paraná

    • Introduzir a representação do espaço geográfico local

    • Estudar a produção local, as características do espaço geográfico e as diferenças com as outras aldeias

    3o Ciclo (12 a 14 anos)

    Objetivos:

    História:

    • Aldeia Ocoy (Paraná)

    • Aldeia de Rio das Cobras (Paraná)

    • Aldeia de Tekoa Añetete (Paraná)

    • Conhecer os povos indígenas do Brasil

    • Estudar a história dos povos indígenas

    • Estudar a invasão do Brasil

    • Conhecer a organização social dos brancos

    Geografia:

    • Estudar mapas do Município, Estado e País

    • Estudar a produção econômica local / estadual

    • Conhecer as regiões brasileiras

     Línguas:

    • Desenvolver a linguagem escrita em português / guarani

    • Estudar as regras gramaticais em português / guarani

    • Desenvolver a leitura em português / guarani

     Matemática:

    • Desenvolver as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão

    • Desenvolver operações com o sistema monetário

    • Desenvolver operações com unidade de medida

    4o Ciclo (acima de 14 anos)

    História

    • Estudar o Estatuto do Índio e a Constituição Brasileira

    • Estudar e conhecer o modo de produção capitalista

    • Trabalhar noções de antropologia e sociologia

    • Estudar a história dos povos indígenas do Brasil e da América e suas diversas formas de lutas e resistências

    Matemática

    • Desenvolver as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão

    • Desenvolver operações com sistema monetário

    • Desenvolver operações com unidade de medida

     Ciências

    • Noções de química e física

    • Estudar o corpo humano (higiene corporal, classificação das partes e funções)

    • Conhecer os alimentos (propriedades dos alimentos, cuidados)

    • Estudar a classificação dos animais

     Geografia

    • Estudar mapas dos municípios, Estado e País

    • Estudar a produção local/estadual

    • Conhecer as regiões brasileiras

    • Conhecer os países latino-americanos

    • Conhecer os continentes e suas principais características

    • Noções de Geopolítica

    • Noções referentes a globalização econômica

    Línguas

    • Desenvolver a linguagem escrita em guarani / português

    • Estudar as regras gramaticais em guarani / português

    • Desenvolver a leitura em guarani/ português

    • Produção de textos e leituras em Guarani e em português

     

    6 - A Organização da Escola Indígena Guarani Tekoa Añetete

    A Escola Indígena Guarani Tekoa Añetete é organizada através de um corpo administrativo e docente, na qual participam professores Guarani e não-índios, além do cacique, do Ijeyvateve Kuery e assessoria específica. Os professores indígenas Guarani escolhidos pela comunidade e Secretaria são:

    Vicente Ava Jegavyju

    João Guarani

    7- A Organização da Escola Indígena Guarani de Ocoy

    A Escola Indígena Guarani Ocoy é organizada através de um corpo administrativo e docente, na qual participam professores Guarani e não-índios, além do cacique, do Ijeyvateve Kuery e assessoria específica. Os professores indígenas Guarani escolhidos pela comunidade e Secretaria são:

    Teodoro Alves

    Justino de Sousa


    "Esta Proposta não é definitiva e está sujeita a discussão e a possíveis alterações junto às respectivas Secretarias Municipais de Educação".