Ymã: ano mil e quinhentos 
(Antigamente, em mil e quinhentos)

Procura discutir as várias possibilidades de escolarização indígena e a formação de professores, referente ao ensino de História, junto ao grupo Guarani da aldeia Sapukaí de Angra dos Reis (RJ).

 

 

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  Paulo Humberto Porto Borges

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Com o objetivo de revelar e registrar uma historicidade indígena, este livro promove o cruzamento de dois tipos de documentação: a memória histórica da comunidade Guarani, perpetuada por uma forte tradição oral e, dentre a extensa documentação não-índia, as inúmeras imagens na forma de gravuras, pinturas e fotografias produzidas por diversos não-índios como viajantes, antropólogos e fotógrafos oficiais do antigo SPI, sobre os Guarani e outros povos indígenas Não se trata de uma simples oposição à documentação não-índia, mas de uma aposta num possível intercâmbio. Entretanto, tal intercâmbio não acontece com a facilidade de uma conversa entre amigos à mesa de um café, mas, como a conversa tensa de velhos conhecidos que precisam acertar antigas diferenças. O resultado é um rico diálogo entre a memória indígena e a memória do conquistador, revelando vozes, até então ocultas, que destoam das chamadas "comemorações" destes 500 anos de Brasil.

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SUMÁRIO

Palavras de apresentação
Introdução
Capítulo I - Os Guarani e a escolarização
Os Guarani Mbya: religiosidade,tradição e escolarização
Escola Indígena Guarani Kyringue Yvotyty
Componentes curriculares
Capítulo II - Construindo a história
Primeira oficina de história
O paraíso perdido
Imagem e memória da conquista
Brincando nos campos do Senhor: A segunda oficina
Ymã, ano mil e quinhentos: o caderno de história
Capítulo III - As veredas da história
As lágrimas da história
Tucídides, Psammeit e Pa'i Paulito
Considerações finais

Mais Informações: pauloporto@fag.edu.br